CONHEÇA CORDISBURGO PART.02
Publicado em 18/02/2013
 
GRUTA DE MAQUINÉ

E, MAIS DO QUE TUDO, A GRUTA DO MAQUINÉ-TÃO INESPERADAMENTE GRANDE, COM SEUS SETE SALÔES ENCOBERTOS, DIVERSOS, SEUS ENFEITES DE TANTAS CORES E TANTOS FORMATOS DE SONHO, REBRILHANDO DE RISOS DE LUZ. ALI DENTRO A GENTE SE ESQUECIA NUMA ADMIRAÇÃO ESQUISITA, MAIS FORTE QUE O JUIZO DE CADA UM, COM MAIS GLÓRIA RES-PLANDECENTE DO QUE UMA FESTA, DO QUE UMA IGREJA”. JOÃO GUIMARÃES ROSA

Via Alberto Ramos, MG 231 - Km 7 - Zona Rural - Informações: (31) 3715-1078 / 1310 - Dias e Horários de Funcionamento: Todos os dias de 8:00 às 17:00 h. Acesso: Partindo do receptivo turístico (entrada da cidade), seguir no sentido da Capela de São José. Entrar na terceira rua à esquerda (Travessa Francisco Xavier de Souza Júnior), em seguida virar a primeira à esquerda, na Rua Idelfonso Mascarenhas e depois a primeira à direita já na Via Alberto Ramos. Existem placas indicando esse trajeto.

“EM CADA SALÃO, UM ESPANTO; EM CADA GALERIA, UMA SURPRESA; EM CADA SUSPIRO, MAQUINÉ”.

A Gruta do Maquiné foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, na época proprietário das terras. Foi explorada cientificamente em 1834 pelo naturalista dinamarquês Dr. Peter Wilhelm Lund que, em seguida, mostrou ao mundo as belezas naturais de raro primor. Foi na Lapa Nova de Maquiné que Peter Lund descobriu pela primeira vez ossadas fósseis onde destacam-se o Similodon Populator (tigre-dente-de-sabre) e o Nortrotherium Magnuinense (preguiça gigante). Com sete salões explorados, totalizando 650 m lineares e desnível de apenas 18 m, o preparo de iluminação e passarelas possibilitam aos visitantes vislumbrarem as maravilhas da gruta onde todo percurso é acompanhado por um guia local. A Gruta do Maquiné tem como responsável direta de sua gênese e evolução a ação das águas sobre a rocha calcária, a qual vai se desgastando e através de sua dissolução se formam galerias subterrâneas denominadas cavernas. Repleta de ornamentos naturais, apresenta um dos mais belos acervos de espeleotemas, formas resultantes da deposição da calcita. Os principais espeleotemas encontrados são as estalactites, estalagmites, colunas, cortinas e represas de travertino. Área: 51 hectares Altitude: 720 m

A Gruta do Maquiné conta com uma infra-estrutura de visitação que oferece dois restaurantes que disponibilizam os sanitários e lojas de produtos artesanais. Nas proximidades do estacionamento existe um telefone público (31*3715-1078) Telefax (31*37151310).

O atrativo pertence ao governo estadual, mas o município detém a concessão de vinte e cinco anos para a exploração (início da concessão: 1990). A gruta é administrada pela Fundação Maquinetur que tem um escritório em Cordisburgo (31*3715-1310).

Para a visita guiada existem seis guias que podem chegar a conduzir até 40 pessoas de cada vez. Existem dois funcionários que atuam na segurança da gruta.

Existem outras grutas mapeadas no município, porém não possuem infra-estrutura. São elas: Morena, Salitre, Tobogã, Valentim Caiano, Santo Amaro, dos Porquinhos, Vaca Preta e Tão Lucas. Devido à regulamentação atual do Ibama estas grutas não estão liberadas legalmente para exploração turística, portanto não foram inventariadas
Museu Casa Guimarães Rosa

Av. Padre João, 744 – Centro – CEP: 35780-000 – Cordisburgo – MG - Informações: (31) 3715-1425 - Dias e Horários de Funcionamento: De segunda à domingo de 8:40 às 17:00 h. (exceto carnaval) - Acesso: Partindo do receptivo turístico (entrada da cidade), seguir no sentido da Capela de São José. Entrar na quinta rua à direita (Rua Governador Valadares) e depois a primeira à esquerda, Avenida Padre João. Existem algumas placas para orientação desse trajeto.

A idéia de transformar em museu a casa onde Guimarães Rosa nasceu e morou até seus nove anos de idade surgiu em 1971 através do apelo de jornalistas, acadêmicos, políticos, família e amigos do escritor e da própria comunidade cordisburguense, como forma de homenageá-lo e também de preservar o imóvel. A casa foi comprada pelo governo do estado naquele ano e doada ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG), que definiu seu uso como museu. Em 1973 foi iniciada a reconstituição aos moldes da época de sua construção, final do século XIX, assim como a venda tipicamente mineira, reproduzindo o comércio que o pai do escritor, Sr. Florduardo Pinto Rosa, manteve até o ano de 1923. Em 30 de março de 1974, o museu foi inaugurado, integrando o Sistema Operacional da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais através da Superintendência de Museus. O objetivo do museu é ser um centro divulgador da vida e obra de João Guimarães Rosa, assim como fonte de informações, pesquisas, estudos e lazer. O acervo conta com aproximadamente 200 peças e 1200 documentos, que registram a vida e obra do escritor. É composto por objetos que retratam sua vida pessoal como: instrumentos de trabalho, indumentária, mobiliário e documentação arquivística e biblioteca, entre outros.

O museu possui visita guiada que fica a cargo dos integrantes do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim. Ao final da condução pelo museu os Miguilins, contam-se estórias no jardim que fica ao fundo da casa.

A taxa de entrada não é cobrada para pessoas da cidade e, para escolas públicas carentes, o pagamento não é obrigatório.

A aquisição do acervo efetivou-se através de doações de familiares e amigos de Guimarães Rosa, sendo algumas peças compradas pelo governo do estado para complementação visual. A casa se encontra em ótimo estado de conservação.

Na parte frontal da casa, foi reproduzida a venda tipicamente mineira que pertencia ao pai do escritor, Sr. Florduardo Pinto Rosa. No local são vendidas camisetas com a foto do museu, bolsas (bordadas, de fuxico ou pintadas) com o dizer “lembrança de Cordisburgo”, panos de prato (também como lembrança da cidade), bonecas de pano, de palha e máscaras de papel marché. Pode ser encontrado também o artesanato em madeira como báus de porta-jóias, carros de boi, mesinhas de enfeite e oratórios, além da cachaça e dos licores de vários sabores (laranja, morango, jenipapo, jaboticaba, anis, menta, figo, pequi) decorados com juta e com rótulo fazendo referência a Guimarães Rosa.
João Guimarães Rosa

Nasceu em Cordisburgo, em 27 de junho de 1908. Viveu na mesma casa até aos 9 anos de idade, quando se mudou para Belo Horizonte. Formou-se em Medicina em 1930, iniciando a carreira em Itaguara, município de Itaúna. Foi também diplomata e, como escritor, iniciou a carreira literária, publicando o livro de contos “Sagarana” em 1946, que se tomaria um marco na literatura brasileira. Em 1956, foi a vez de “Corpo de Baile” e “Grande Sertão: Veredas”; em 1962, “Primeiras Estórias” e, em 1967, “Tutaméia”. Revolucionou o romance nacional com sua técnica de linguagem pitoresca carregada de regionalismos. Sua obra foi premiada e ainda hoje é estudada, discutida, filmada e teatralizada.

Morreu aos 59 anos de idade no dia 19 de novembro de 1967, na sua residência no Rio de Janeiro, três dias após ter tomado posse na Academia Brasileira de Letras. Nos anos de 69 e 70, respectivamente, a Editora José Olympio organizou e publicou duas obras póstumas: “Estas Estórias” e “Ave Palavra”. Em 1997 foi publicado “Magma” pela Editora Nova Fronteira.
Naturais / Ecológicos

Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil (atual Estrada de Ferro Centro Atlântica)

Av. Padre João (parte baixa) – Centro – Cordisburgo – MG - Informações: (31) 3715-1414 - Acesso: Partindo do receptivo turístico (entrada da cidade), seguir no sentido da Capela de São José. Entrar na quinta rua à direita, Rua Governador Valadares. Prédio da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, atualmente patrimônio da Rede Ferroviária Federal, ainda mantém suas características: telhado colonial, grandes portas e janelas em azul, contrastando com o branco das paredes ladeadas pelas linhas do trem de ferro. Trouxe o progresso para Cordisburgo ao receber em suas plataformas viajantes e cargas com variada gama de produtos. Fica nas proximidades do Museu Casa Guimarães Rosa e corta o município, ligando-o a Belo Horizonte e a Curvelo, de onde se pode atingir o sul do estado da Bahia. Hoje o transporte de passageiros foi suspenso, restando apenas o transporte de cargas. O prédio possui partido retangular e foi construído em alvenaria de tijolos por volta da virada do século. Suas características arquitetônicas são semelhantes às Estações da Estrada de Ferro Federal do final do século XIX e início do século XX. A construção é simples destacando-se, principalmente, o telhado em duas águas que se alongam nas laterais para abrigar os transeuntes. Nas paredes destacam-se o nome do município, além de quadros indicativos da distância e da altitude locais.

O entorno da estação apresenta alguns canteiros com meio-fio pintados de cal, porém a cobertura vegetal está descuidada e existem pilhas de madeira e ferro abandonados nas proximidades, indicando a precariedade do paisagismo e cuidado com o local. No muro existem postes sem lâmpadas, à noite a estação fica sem iluminação. Além do prédio da estação, existe um galpão próximo onde funciona o escritório do administrador da rede ferroviária.

Fonte:Fundação Maquinetur
www.grutadomaquine.tur.br
 
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