ANTES DE JUNTAR AS ESCOVAS DE DENTES,VEJA O QUE CONSIDERAR NA COMPRA DE UM IMÓVEL
Publicado em 05/04/2013
 
A decisão de comprar uma casa ou um apartamento em conjunto vai muito além do romantismo: organização e planejamento são fundamentais
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Quem casa, quer casa. O dito popular é antigo, mas ainda vale como nunca. Se você está pensando em juntar as escovas de dentes com seu parceiro, saiba que essa decisão vai muito além do romantismo. Organização e planejamento são fundamentais na hora em que um casal decide comprar um imóvel.

Confira algumas dicas sobre como lidar bem financeiramente com essa nova fase do seu relacionamento:

•O que devo levar em consideração na hora de comprar um imóvel?
O portal Imovelweb criou uma lista para seus clientes com os itens básicos que devem ser considerados na hora de comprar uma casa ou apartamento. Nunca esqueça que antes de ser o primeiro passo para se formar um lar, a compra de um imóvel é um investimento!
Localização: proximidade de transporte público e hospitais, escolas e comércios na vizinhança são fatores positivos. A facilidade de acesso à escola dos filhos e ao trabalho os pais também conta a favor. Uma boa dica é visitar o local à noite e conversar com os futuros vizinhos sobre o bairro.

Conservação: observe o estado do imóvel e, se for o caso, do condomínio como um todo. Pintura, piso, azulejos e áreas comuns: tudo tem que estar com a manutenção em dia!

Valor do imóvel e do condomínio: apesar de geralmente oferecerem maior conforto, imóveis e condomínios de valores elevados são mais difíceis de vender ou alugar em caso de necessidade. Avalie o custo benefício e lembre que esse é apenas o primeiro imóvel de vocês. No futuro, com a vida financeira melhor estruturada, vocês podem muito bem adquirir um outro de maior valor. Veja aqui mais dicas.

•Qual será a participação de cada um na compra?

Isso varia de casal para casal e da realidade financeira de cada um. O ideal é que cada um entre com 50% de participação, mas nem sempre isso é possível.
Assim, a advogada Daniele Akamine, especializada no ramo imobiliário, recomenda que o mais importante é o casal deixar a vergonha de lado e conversar abertamente sobre isso. "Definir qual será a participação de cada um na compra do bem e entrar no negócio já ciente de que em caso de separação será necessária uma partilha justa", comenta.

•Com quem fica o imóvel em caso de separação?

Em vez do tradicional "felizes para sempre", Vinícius de Moraes tem uma ideia diferente sobre a união de duas pessoas, que também é romântica, mas um pouco mais realista: "que seja eterno enquanto dure". O amor acaba, mas o dinheiro não. Quem fica com o apartamento?

Existe uma série de possibilidades, mas em separações amigáveis, o apartamento pode ser vendido e o dinheiro dividido de acordo com a participação de cada um na compra do imóvel. Já em caso de separação litigiosa, a situação muda e vários fatores pesarão: quem vai ficar com os filhos e se o dinheiro para a compra do imóvel veio de uma herança ou bem individual adquirido antes da união, por exemplo.

•Quanto preciso dar de entrada para financiar um imóvel?

Hoje é possível financiar 100% de um imóvel, mas, definitivamente, essa não é a melhor opção financeira. O raciocínio é simples: quanto mais dinheiro você conseguir guardar para dar a entrada, menor poderá ser o valor financiado e, consequentemente, sua duração e os juros pagos. Pressa e compra de imóvel não combinam: quando você contrai uma dívida, paga juros, mas quando investe o dinheiro para comprar no futuro, recebe juros.

O padrão do mercado atual é reservar 20% do valor do imóvel para a entrada, mas o economista da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finaças), Miguel José Ribeiro de Oliveira, avalia que, quem tiver condições, deve oferecer em torno de 40% de entrada.

É importante lembrar que o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) pode ser usado tanto para a entrada quanto para amortizar o saldo devedor do financiamento ao longo dos anos.

•Como me preparar para o financiamento?

Financiar um imóvel é comprometer-se com uma despesa fixa que perdurará, normalmente, pelos próximos 10 a 30 anos. Nem é preciso dizer que uma decisão como essa deve ser extremamente bem planejada.

De forma geral, os bancos não recomendam que a parcela comprometa mais de 30% do orçamento familiar. O IBEDEC, entretanto, é mais cauteloso e recomenda um teto máximo de 15% da receita mensal.

O alerta é baseado justamente na longa duração da dívida: dificuldades e crises fazem parte da vida e comprometer menos o nosso salário é o caminho certo para evitar surpresas desagradáveis no futuro.

•Que despesas devo considerar além da parcela do financiamento?

Os apartamentos estão cada vez mais populares nas grandes cidades, como uma opção normalmente mais barata e segura. Entretanto, antes de financiar um apartamento, é importante lembrar que uma outra despesa incidirá sobre o orçamento: o condomínio.

Quanto mais facilidades oferecidas na área comum, maior ele será. Vale a pena considerar se, neste momento, vale a pena morar dentro de um clube. Essa é uma despesa irreversível, que não dá para cortar se o orçamento apertar.

Outro ponto importante, e que as pessoas normalmente não consideram, são os custos de regularização do imóvel adquirido. Os gastos com cartório e impostos costumam somar de 4,5% a 5% do valor total do imóvel. São eles:

1.Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis: valor varia de município para município. Em São Paulo, é de 2% do valor do imóvel;
2.Escritura: valor tabelado de acordo com o Estado e o valor do imóvel. De acordo com o Portal do Consumidor , para um imóvel de R$ 200 mil, a escritura ficaria em torno de R$ 2.500 mil. A boa notícia é que imóveis financiados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) não têm custo de escritura;
3.Registro: valor tabelado de acordo com o Estado e o valor do imóvel. De acordo com o Portal do Consumidor , para um imóvel de R$ 200 mil, o registro ficaria em torno de R$ 1.580. Outra boa notícia é que o registro do primeiro imóvel financiado pelo SFH tem desconto de 50%, conforme a Lei 6.015, de 1973.

Desde o fim do ano passado, muitos bancos passaram a incluir essas despesas no financiamento do imóvel. De qualquer forma, é preciso se lembrar delas, assim como da taxa de corretagem à imobiliária (que fica em torno de 6% do valor do imóvel), antes de definir o valor máximo do imóvel que vocês poderão comprar.

Fonte:Por Jenifer Corrêa | Yahoo! Contributor Network
 
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